quarta-feira, março 26, 2008

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


(Vinícius de Moraes)
Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tenho):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vinícius de Moraes)
Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

(Vinícius de Moraes)
O que nos faz sofrer é o apego.
Na vida, o apego se manifesta por uma reação de cobiça ou aversão. Queremos continuar sentindo o que nos dá prazer e não aceitamos sentir o que nos causa algum tipo de dor.
Se aprendermos a arte do desapego - ou seja, não cobiçar o prazer nem sentir aversão pela dor, a fonte do sofrimento estanca. Para isso, precisamos compreender que a vida é *impermanência*. Que *nada dura*, nem o prazer nem a dor. É necessário realmente entender que tudo é efêmero e, portanto, só a ignorância nos leva a qualquer tipo de apego - e ao sofrimento.

Eliane Brum

segunda-feira, março 10, 2008

Sinceramente


Intro: Dm

Dm Gm
Sinceramente você pode se abrir comigo
Dm Gm
Honestamente eu só quero te dizer
F C Gm
Que acertei meu pulo quando te encontrei
F C Gm
Eu acertei

Dm Gm
Eu sei a palavra que você deseja escutar
Dm Gm
Você é o segredo que eu vou desvendar
F C Gm (repete o riff acima)
Você acertou o pulo quando me encontrou
F C Gm
acertou o pulo quando me encontrou

Bb
Então o nosso mundo girou
F Am Dm Dm/C G
Você ficou e a noite veio
Bb
Nos trazer a escuridão
F Am Dm
E aí então
Dm/C G
Eu abri meu coração
Bb F
Por que nada é em vão

Bb Am Dm*
Gostei do seu charme e do seu groove
Bb Am C G*
Gostei do jeito como rola com você
Bb Am Dm*
Gostei do seu papo e do seu perfume
Bb Am C G*
Gostei do jeito com eu rolo com você


sexta-feira, março 07, 2008

"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instântaneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando,porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu" (Veríssimo)