quarta-feira, maio 14, 2008

Geralmente se confunde apego com dedicação, desvelo ou simples interesse pelo outro. O fato é que ao centrarmos tanto nossa atenção sobre outro ser humano, na maioria das vezes muito caro e querido para nós, acabamos desfocando de um ser muito mais especial e importante: nós mesmos.

Ao acompanhar os passos, pensamentos, atitudes e palavras de outrem, estabelecemos a primeira parte da fórmula, o apego.

A questão é que o apego não anda sozinho. Ele se conecta com outros aspectos e gera algumas reações. Observe a fórmula:

Fórmula Inicial

Apego = Responsabilidade + Controle + Tensão


Fórmula Final

Apego = Perda + Culpa


Como a fórmula trabalha na prática?

Tudo começa quando nos apegamos à alguém. Então, passamos a observar todos os seus passos, interferindo com a desculpa de querer ajudar, já que “se está de fora”. Ora, se começamos a pensar que temos o dever de observar os passos alheios para poder corrigi-los ou preveni-los de erros, começamos a nos sentir responsáveis por eles, como um professor com seu aluno ou um médico com seu paciente. Esta se torna então uma relação desigual, pois colocamos a pessoa abaixo de nós e inevitavelmente passamos a vigiá-la e a controlá-la.

É óbvio que ninguém gosta deste tipo de acompanhamento, primeiro porque ele constantemente humilha ao apontar as falhas, segundo que estas pessoas se sentem responsáveis por suprir as expectativas alheias ao seu respeito.

Viver constantemente com o foco no outro gera igualmente tensão. Como você pode relaxar, curtir suas atividades, se tem que supervisionar alguém? Como conseguirá dormir, enquanto ele não chegar? Mil perguntas ficam ecoando na mente aflita: “e se ele se perdeu? E se se envolveu com alguém mal? E se ele não se lembrar daquilo que eu ensinei?”; Como conseguirá enfim, ter uma vida própria e única desta forma?

No final, a tendência é que o objeto de toda essa atenção fuja o mais depressa de seu “protetor”, senão se desvinculando totalmente dele, pelo menos evitando ou diminuindo seu convívio.

É neste momento então que, com a perda, se instaura o sentimento de culpa, aquele sentimento de que não se deveria ter exagerado tanto, de que não se foi bom o bastante para fazer a outra pessoa entender suas reais intenções.

Em outras palavras, a única forma de neutralizar esta equação é substituindo-a por outra melhor:

Amor = Liberdade + Respeito + Colaboração

Como diz a famosa música: “Se você ama alguém, liberte-a”. Eu sei que dá uma certa dorzinha no peito para todas as pessoas apegadas, mas é importante que se corte esta ligação emocional viciante.

Se você ama de verdade: liberte, respeite e colabore. Esteja lá para ajudar, mas não interfira. Respeite a diversidade, a escolha pessoal, a privacidade. Dê espaço para que a pessoa possa respirar e fazer suas coisas, coisas que não necessariamente queira fazer acompanhado. Permita que ela tenha mérito sobre as boas coisas que realiza e que possa assumir sempre que cometer algum erro. Dessa forma, ela não ficará com aquela sensação de que realizou devido a sua presença e que errou por culpa sua.

Desapegue-se. Pois cada um de nós vem com uma quantidade determinada de energia para investir na própria vida. Apegar-se demais aos outros é desperdiçar esta energia.

Renove-se e seja um exemplo ao invés de um supervisor.

quarta-feira, março 26, 2008

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


(Vinícius de Moraes)
Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tenho):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vinícius de Moraes)
Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

(Vinícius de Moraes)
O que nos faz sofrer é o apego.
Na vida, o apego se manifesta por uma reação de cobiça ou aversão. Queremos continuar sentindo o que nos dá prazer e não aceitamos sentir o que nos causa algum tipo de dor.
Se aprendermos a arte do desapego - ou seja, não cobiçar o prazer nem sentir aversão pela dor, a fonte do sofrimento estanca. Para isso, precisamos compreender que a vida é *impermanência*. Que *nada dura*, nem o prazer nem a dor. É necessário realmente entender que tudo é efêmero e, portanto, só a ignorância nos leva a qualquer tipo de apego - e ao sofrimento.

Eliane Brum

segunda-feira, março 10, 2008

Sinceramente


Intro: Dm

Dm Gm
Sinceramente você pode se abrir comigo
Dm Gm
Honestamente eu só quero te dizer
F C Gm
Que acertei meu pulo quando te encontrei
F C Gm
Eu acertei

Dm Gm
Eu sei a palavra que você deseja escutar
Dm Gm
Você é o segredo que eu vou desvendar
F C Gm (repete o riff acima)
Você acertou o pulo quando me encontrou
F C Gm
acertou o pulo quando me encontrou

Bb
Então o nosso mundo girou
F Am Dm Dm/C G
Você ficou e a noite veio
Bb
Nos trazer a escuridão
F Am Dm
E aí então
Dm/C G
Eu abri meu coração
Bb F
Por que nada é em vão

Bb Am Dm*
Gostei do seu charme e do seu groove
Bb Am C G*
Gostei do jeito como rola com você
Bb Am Dm*
Gostei do seu papo e do seu perfume
Bb Am C G*
Gostei do jeito com eu rolo com você


sexta-feira, março 07, 2008

"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instântaneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando,porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu" (Veríssimo)

sexta-feira, fevereiro 22, 2008


Chega de ficar quebrando a cara com os velhos erros de sempre.
Quero cometer erros novos, passar por apertos diferentes, experimentar situações desconhecidas, sair da rotina e do lugar comum.
Este ano eu preciso crescer.
Chega de saber a saída e ficar parado na porta, ensaiando os passos sem nunca entrar na estrada, esperando que me venha o que eu mais preciso encontrar.
Este ano, se eu tiver que sofrer, será por sofrimentos reais, nunca mais por males imaginários, preocupado com coisas que jamais acontecerão.
Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.
Chega de pensar demais e fazer de menos.
Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.
Chega do corpo dizer sim e a cabeça, não.
Chega desses intermináveis conflitos que me fazem adiar para nunca a minha decisão.
Este ano eu vou viver.



nada a ver com meu momento atual...mas bemlegal isso daê
te amo amor..muitao -> patielê
Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.

Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.

Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Se você quiser me ensinar
Como é que se faz pra te amar
Hoje eu te garanto, meu bem
Que eu serei só seu
E de mais ninguém ninguém
Foi com você que eu vi
Todo aquele lindo sol se pôr
Foi com você que eu quis
Ver o brilho certo do amor
O meu coração já é seu
Faço tudo por um beijo teu
Noites em claro eu passei
Pensando no momento pra dizer

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

"O ódio, tal como o amor, alimenta-se com as menores coisas, tudo lhe cai bem.
Assim como a pessoa amada não pode fazer nenhum mal, a pessoa odiada não pode fazer nenhum bem."
(Honoré de Balzac)
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tenho)
Que seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

NO LIQUIDIFICADOR (tudo junto e misturado)

poemas + letras de musicas + divagações + sonetos + citações + o que me agradar

" Seres humanos podem partir seu coração.
Cachorros podem te morder.

Ambos te machucam.

Animais não pensam. "
Vigie seus pensamentos
porque eles se tornarão palavras
Vigie suas palavras
porque elas se tornarão seus atos
Vigie seus atos
porque eles se tornarão seus hábitos
Vigie seus hábitos
porque eles se tornarão seu caráter
Vigie seu caráter
Porque ele será o seu destino....
Tenha uma semana verde e amarela
Um grande beijo e fique com Deus

NÃO SÃO APENAS BAIONETAS E CANHÕES QUE MATAM,
PALAVRAS TAMBÉM!!!!!!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Telegrama

(Bm A)


Eu tava triste tristinho
Mais sem graça que a top model magrela na passarela
Eu tava só sozinho
Mais solitário que um paulistano
Que um canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bobo que banda de Rock
Que um palhaço do circo Vostok
Bm
Mas ontem eu recebi um telegrama
A
Era você de Aracaju ou do Alabama
Bm
Dizendo nego sinta-se feliz
E G
Porque no mundo tem alguém que diz
(G F#)
Que muito te ama que tanto te ama
Que muito muito te ama que tanto te ama
(Bm A)
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
(Bm A)
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
(Bm A)
Eu tava triste tristinho
Mais sem graça que a top model magrela na passarela
Eu tava só sozinho
Mais solitário que um paulistano
Que um vilão de filme mexicano
Tava mais bobo que banda de Rock
Que um palhaço do circo Vostok
Bm
Mas ontem eu recebi um telegrama
A
Era você de Aracaju ou do Alabama
Bm
Dizendo nego sinta-se feliz
E G
Porque no mundo tem alguém que diz
(G F#)
Que muito te ama que tanto te ama
Que muito te ama que tanto tanto te ama
(Bm A)
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
(Bm A)
“Me dê a mão vamos sair pra ver o sol”
(Bm A)
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
(Bm A)
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria
(Bm A)
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
Mama oh mama oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu
Quero ser seu Papa
Mama oh mama oh mama
(Bm A)
“Me dê a mão vamos sair pra ver o sol”


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